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carina martins, vagueamos na noite sem sentido e somos devorados pelo fogo - sombra a noite
carina martins, vagueamos na noite sem sentido e somos devorados pelo fogo - arvore a noite
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carina martins, vagueamos na noite sem sentido e somos devorados pelo fogo - rocha na praia a noite

Vagueamos na noite sem sentido e somos devorados pelo fogo

2019 - ongoing
Impressões jacto de tinta sobre papel Hahnemühle Baryta
140 x 93 cm | 100 x 67 cm | 80 x 53 cm | 40 x 60 cm


No momento em que vagueamos na noite, o regime ocular produzido pela sociedade disciplinar e industrial tornou-se obsoleto, não apenas porque o olho humano já se constitui como relíquia arqueológica quando comparado com as actuais tecnologias de percepção artificial, mas, essencialmente, porque o visível é tão somente aquilo que conseguimos ver quando enquadramos o nosso campo de visão individual. Ainda assim, ver nunca é apenas, e simplesmente, um efeito de um acto de visão “pura”. Estas fotografias não nascem da luz da razão instrumental moderna para se dirigir ao olhar humano num espaço cartesiano e solar, a sua origem deve antes ser procurada na penumbra e nos gradientes de escuridão. Remetem para uma arte de escrever às escuras, uma nictografia ou o apelo ao mínimo de luminescência. Aqui toda a matéria emite luz (biofosforescência). Uma visão nocturna captura a fonte de luz subtilmente disseminada pelas células, tornando possível vislumbrar a irradiação emitida por toda a matéria viva.



Vagueamos na noite sem sentido e somos devorados pelo fogo (pdf)
Rui Ibañez Matoso
(Investigador na área da imagem e da visualidade pós-media)


Apoio: Câmara Municipal de Torres Vedras